Gosto especialmente de uma música dos Ornatos Violeta, na qual a meio o vocalista começa a dividir a letra com o Vítor Espadinha, e que termina com uma récita rouca e prolongada deste último, apenas com uns sumidos tons instrumentais de fundo, em cadência lenta rumo ao silêncio:
A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome
Em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em toda a parte essa palavra
Repetida ao expoente da loucura.
Ora amarga, ora doce,
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver... a nossa cura.
A Torre das palavras. A liberdade é a cor do Homem, já dizia Breton