A Torre das palavras. A liberdade é a cor do Homem, já dizia Breton

26.1.09

A Estória do Senhor Botão, para desligar temporariamente outros...


Tenho lido e tenho visto muitas histórias de amor. E não gosto de ir ao cinema à tarde, convocar o escuro se o sol ainda é luz. Mas o Inverno e a chuva acinzentaram gradualmente aquilo que supostamente era ainda dia. E F. Scott Fitzgerald – o de The Great Gatsby – mascara de surrealismo aquilo que é, afinal, apenas, uma belíssima história de amor. Um encontro no meio. E um desmesurado prazer pela vida, que vivida ao contrário dos demais aparece mais valiosa, única e cheia de recomeços. No final de tudo, interessa pouco que Brad Pitt se aproxime, ao fim de duas horas, do seu esplendoroso louro. Ou que Cate Blanchet seja uma prima ballerina linda de morrer a conhecer rugas. O tempo não anda para trás, mas o resto pode. E assim, num dia em que os jornais imprimem a crise e dão caso ao Freeport, e o embrulho só parece merecer um par de surreais horas pelo final da tarde, ali escondido está um filme que merece cada nomeação e cada Oscar, mas antes disso tudo está um encontro com o meio, e os meios, de quem quiser saber de recomeços.
Ah, pois: The Curious Case of Benjamin Button.